Meio Ambiente
Camada de ozônio mostra melhora gradual
ONU prevê recuperação da camada que protege a Terra
Dados divulgados na terça-feira (16) pela Organização Meteorológica Mundial (OMM), ligada à ONU (Organização das Nações Unidas), mostraram que a camada de ozônio, que protege a Terra da radiação ultravioleta, apresentou recuperação em 2024 com a maior espessura registrada em décadas de monitoramento.
Segundo o relatório, o buraco que se forma a cada primavera sobre a Antártida apresentou um tamanho abaixo da média de 1990 a 2020, com 46,1 milhões de toneladas de ozônio a menos do que nos quatro anos anteriores. Além disso, neste mês, ele surgiu depois do esperado.
Entre as explicações para a atual espessura da camada, a OMM destaca uma maior atividade solar, que favorece a formação de ozônio, e dinâmicas atmosféricas que causam a produção e o transporte do gás para os polos terrestres.
Em 16 de setembro é celebrado o Dia Internacional para a Preservação da Camada de Ozônio. O ano de 2025 marca os 40 anos da Convenção de Viena, que originou o Protocolo de Montreal, tratado no qual 198 países se comprometeram a regular a produção e o consumo de substâncias danosas à camada de ozônio. "Esse avanço nos lembra que, quando as nações ouvem os alertas da ciência, o progresso é possível", destacou Antônio Guterres, secretário geral da ONU.
Desde a assinatura deste protocolo, o uso de clorofluorocarbonos (CFCs), utilizados em sprays, equipamentos de refrigeração e espumas, que destroem a camada, caiu em todo o mundo. O uso foi substituído pelos hidrofluorcarbonos (HFCs), que têm função semelhante mas não causam danos.
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