Mundo
Democratas vencem eleições nos EUA
Na Câmara e no Senado, oposição conquista maioria dos votos
Na terça-feira (3), os Estados Unidos passaram pelas chamadas "midterms", eleições de meio de mandato, que definem a composição da Câmara e do Senado. A contagem dos votos (ainda incompleta) já mostra que o Partido Democrata, que faz oposição ao presidente Donald Trump, do Partido Republicano, conquistou a maioria dos votos em ambas as Casas.
O resultado deve dificultar a atuação do presidente na segunda metade de seu mandato, que segue até janeiro de 2029. Na Câmara, projeções apontam que os Democratas terão 258 cadeiras, a maior bancada do partido desde 1993. O número supera com folga as 218 vagas necessárias para garantir a maioria. No Senado, os democratas obtiveram a maioria ao alcançar 54 cadeiras, enquanto os republicanos ficaram com 44.
A apuração também registrou vitórias históricas para grupos minoritários. Na Geórgia, a ex-prefeita de Atlanta, Keisha Lance Bottoms, foi eleita governadora, tornando-se a primeira mulher negra a assumir o comando de um estado na história americana. O avanço de minorias também alcançou o Senado, onde Peggy Flanagan garantiu uma cadeira e se tornou a primeira mulher indígena a integrar a Câmara Alta dos EUA.
O pleito ainda expandiu a diversidade de gênero e religiosa no Congresso. Chris Pappas entrou para a história como o primeiro homem abertamente homossexual eleito para o Senado, enquanto Abdul El-Sayed, vencedor no estado de Michigan, tornou-se o primeiro muçulmano a conquistar uma vaga na instituição.
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