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Israel aprova acordo de cessar-fogo com Hamas
Conflito que completou dois anos tem fase de paz anunciada
Um dia após o governo de Israel ter aprovado um acordo com o grupo Hamas pelo fim do conflito no Oriente Médio foi anunciado o esperado cessar-fogo na Faixa de Gaza na sexta-feira (10). E já na madrugada desta segunda-feira (13), 20 reféns israelenses vivos foram entregues à Cruz Vermelha em dois grupos de 7 e 13 pessoas que voltaram à Israel. Cerca de 1.300 palestinos presos no país também devem deixar a prisão.
Poucos dias após completar dois anos de guerra no Oriente Médio, o Hamas agora não tem mais nenhum refém na Faixa de Gaza. Além dos 20 que foram soltos, os corpos de 28 pessoas que morreram no cativeiro devem ser entregues.
As tropas israelenses já começaram a se posicionar para a retirada da Faixa de Gaza. Milhares de palestinos que haviam saído da região por conta da guerra começaram a voltar já na sexta-feira para ver a situação de suas casas.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ajudou a costurar um acordo entre o primeiro-ministro israelense, Binyamin Netanyahu, e o Hamas. Um dos pontos exigidos por Israel para o avanço do acordo de paz é que o Hamas deixe o governo de Gaza e entregue as armas.
Caso seja totalmente implementado, o acordo de paz ainda precisa esclarecer pontos considerados importantes por especialistas, como a administração da Faixa de Gaza, que foi destruída durante a guerra, e o total desarmamento do grupo Hamas.
A guerra completou dois anos em 7 de outubro. O conflito teve início em 2023, quando o Hamas atacou comunidades israelenses matando mais de 1.200 pessoas. Como retaliação, Israel invadiu a Faixa de Gaza em uma guerra que fez mais de 67 mil vítimas.
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