Mundo
Maduro vai a tribunal nos Estados Unidos
Donald Trump captura presidente da Venezuela e esposa
Nicolás Maduro foi encaminhado nesta segunda-feira (5) para um tribunal em Nova York, nos Estados Unidos, sob acusação de participação em crimes de narcotráfico (tráfico de drogas e terrorismo), entre outros. O presidente deposto (forçado a deixar o poder) da Venezuela de 63 anos e a esposa, Cilia Flores, 69, foram capturados no sábado (3).
Os dois foram presos após ataque norte-americano à Caracas, capital do país, e a outros três estados, que incluiu comandos terrestres, bombardeios de caças e investida naval. Não foram divulgados os números oficiais, mas há mortos e feridos.
A acusação também inclui seu filho, “Nicolasito”, e o ministro do Interior venezuelano, Diosdado Cabello. A defesa deve contestar a prisão do casal com o argumento de que Maduro tem imunidade judicial por ser chefe de estado.
Donald Trump afirmou que os Estados Unidos estão “no comando” da Venezuela e que está disposto a discutir próximos passos com Delcy Rodríguez, a presidente interina. “Vamos permanecer no país até que uma transição adequada possa acontecer”, declarou o líder americano em coletiva de imprensa no sábado.
Confira mais sobre a crise entre os dois países.
Por que Trump invadiu a Venezuela?
Mais do que acusar Maduro de chefiar polos de tráfico de drogas, os Estados Unidos afirmam que o venezuelano é um ditador ilegítimo, ou seja, que não tem o direito ao cargo de presidente após irregularidades nas eleições de 2018, quando foi reeleito (seu primeiro mandato começou em 2013). Além disso, Trump afirmou que empresas americanas têm interesse em assumir o controle das enormes reservas de petróleo da Venezuela (cerca de 303 bilhões de barris, o equivalente a um quinto das reservas globais).
O governo americano já sinalizou que vai fazer o mesmo com outros países?
Trump ameaçou anexar a Groenlândia aos Estados Unidos e sugeriu uma ação militar contra o governo da Colômbia.
Como o mundo reagiu à invasão?
O Conselho de Segurança da ONU vai discutir a situação. O secretário-geral António Guterres descreveu o ataque como um precedente perigoso. A Rússia e a China, aliados da Venezuela, criticaram os EUA. Por outro lado, países como Argentina, Equador e Chile apoiaram a prisão de Maduro.
Qual a posição do governo brasileiro?
Em nota oficial, o Brasil chamou a operação dos Estados Unidos de “afronta gravíssima à soberania” e citou preocupação com a “apropriação externa” de recursos naturais da Venezuela.
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