Brasil
Trabalho infantil sobe no Brasil
IBGE aponta para 1,65 milhão de crianças e adolescente na situação
O número de crianças e adolescentes entre 5 e 17 anos em situação de trabalho infantil* aumentou 4,3% em 2024 e chegou a 1,65 milhão, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). São 34 mil jovens a mais do que no ano anterior.
Os dados divulgados em setembro mostram que a maioria é do sexo masculino, tem pele preta ou parda e é da região Nordeste. Mais da metade das crianças e adolescentes de 5 a 17 anos (54,1%) realizavam afazeres domésticos e/ou tarefas de cuidados de pessoas.
Segundo a Organização Internacional do Trabalho (OIT), trabalho infantil é aquele “perigoso e prejudicial à saúde ou ao desenvolvimento mental, físico, social ou moral das crianças” ou que compromete a frequência na escola.
Até os 13 anos qualquer forma de trabalho é proibida; aos 14 e 15 só é permitido atuar como aprendiz; e aos 16 e 17 anos podem trabalhar com carteira assinada, desde que não seja em atividades insalubres, perigosas ou noturnas.
Mais informações:
Rendimento médio dos trabalhadores infantis de 5 a 17 anos
Meninos representam 66% do total, com rendimento médio de R$ 924
Meninas 34%, com renda média de R$ 693
Pretos e pardos: 66% do total com renda média de R$ 789
Brancos são 32,8%, recebendo em média R$ 943
Nordeste possui 547 mil crianças e adolescentes
Sudeste tem 475 mil
Norte tem 248 mil
Sul 226 mil
Centro-Oeste 153 mil
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