Economia
Carne brasileira é vetada pela União Europeia
Bloco afirma que país não cumpre regras de uso de antimicrobianos
Nesta terça-feira (12), a União Europeia anunciou a retirada do Brasil, a partir de 3 de setembro, de uma lista de nações que exportam carne para os 27 integrantes do bloco. O motivo é que o país não forneceu garantias de que cumpre regras sobre o uso, na pecuária, de antimicrobianos, agentes que inibem ou destroem bactérias, vírus, fungos e parasitas (antibióticos são um subgrupo específico de antimicrobianos).
Há a possibilidade de a decisão ser revertida caso o Brasil restrinja legalmente o uso dos medicamentos ou prove que a carne a ser exportada não contenha essas substâncias. Além das peças bovinas, também foram vetados frangos, peixes, embutidos, cavalos vivos e mel.
Segundo dados da ABPA (Associação Brasileira de Proteína Animal), os compradores europeus são os terceiros que mais consomem a carne brasileira, ficando atrás de Estados Unidos e China. Em 2025, o bloco comprou 368,1 mil toneladas de produtos, em negócios que somaram US$ 1,8 bilhão.
*Mais do que controlar ou prevenir doenças, os antimicrobianos são usados nos animais para acelerar seu crescimento e isso é proibido. Também não é permitido o uso de antibióticos fabricados para infecções humanas nos animais. Com o uso excessivo dos remédios, a resistência dos micróbios aumenta e fica difícil combatê-los. A resistência bacteriana é considerada uma das principais ameaças globais à saúde.
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