Brasil
Prêmio Jabuti anuncia vencedores
"A Letra" e "A Única da Sala" ganham Infantil e Juvenil
O Prêmio Jabuti, uma das principais premiações literárias do país, anunciou os vencedores de sua 68ª edição na terça-feira (27), em cerimônia realizada na Sala São Paulo, na capital paulista. O prêmio de Livro do Ano ficou com “Trincheira Tropical: a Segunda Guerra Mundial no Rio”, de Ruy Castro, publicado pela Companhia das Letras.
Ao todo, a premiação reconheceu trabalhos em 23 categorias, distribuídas entre Literatura, Não Ficção, Produção Editorial e Inovação. Uma das novidades foi a categoria Incentivo à Leitura – Cultura Digital, voltada a criadores de conteúdo que incentivam a leitura nas redes sociais. O vencedor foi Bookster, nome pelo qual é conhecido Pedro Pacífico.
A edição também homenageou a escritora Lygia Bojunga como Personalidade do Ano. Um de seus livros mais conhecidos, “A Bolsa Amarela”, completou 50 anos em 2026. Publicada em 1976, a obra é um clássico da literatura infantil brasileira.
INFANTIL
Na categoria Infantil, venceu “A Letra”, de Leo Cunha e Raquel Matsushita (Maralto). A protagonista é a letra “e”, que se sente perdida no Jardim do Alfabeto e começa a questionar sua identidade. Durante a aventura, ela muda de posição e se transforma em outras letras, como “p”, “a”, “c” e “q”.
Os outros finalistas foram “A Baleia Bailarina”, de Roberta Moysés (Mannú); “Alfabeto Atrapalhado”, de Juliane Bortolucci (Asinha); “Eletricista”, de Augusto Massi, com ilustrações de Daniel Kondo (Elo); e “Meu”, de Alexandre Rampazo (Planeta do Brasil).
JUVENIL
Na categoria Juvenil, venceu “A Única da Sala”, de Tathyana Viana (FTD). A história acompanha Tereza, uma menina negra de 11 anos que muda de escola e percebe que é a única criança negra da turma. A obra aborda o racismo, o preconceito cotidiano e o isolamento, além de destacar a importância da luta contra a discriminação.
Também disputaram a categoria “A Descoberta que Mudou Minha Vida”, de Ingrid Haas (InVerso); “A Escola do Fim do Mundo”, de Júlio Emílio Braz (Arte Literária); “Ana & Artur Desvendam a China”, de Silvana Salerno (Editora do Brasil); e “Uma Maria”, de Shirley Souza (Xica Editorial).
HQ
O vencedor foi “Ouroboros”, de Luckas Iohanathan (Comix Zone). A graphic novel, ilustrada em tons de azul e cinza, acompanha Kesler, um policial que retorna à casa onde cresceu para enfrentar lembranças dolorosas e conflitos familiares. O título faz referência à cobra que morde a própria cauda, símbolo associado à repetição de ciclos.
Os outros finalistas foram “Daruma: Identidade”, de Monge Han (Pitaya); “Reparações”, de Marcelo Lelis (Figura); “Segue o Baile”, de Magô Pool (Veneta); e “Você Precisa Saber de Mim”, de Helena Cunha (nVersos).
Mais da Qualé
Kane e Alexia Putellas vencem Bola de Ouro
Vini Jr. e Lorena são os brasileiros mais bem colocados
‘Maxxing’ é eleita a palavra de 2026.
Termo descreve a busca por levar hábitos ao máximo
Lula é reeleito presidente da República.
Em virada histórica, petista assume o cargo pela quarta vez
Rebeca volta ao topo e Flávia faz história.
Brasileiras brilham no Mundial com tricampeonato e bronze
Palmeiras e Estudiantes na final da Libertadores.
Times eliminaram Fluminense e Flamengo e vão disputar o título
Rebeca Andrade brilha em volta ao Mundial.
Brasileira lidera classificatória e ajuda o país a chegar a cinco finais
Você conhece esta superturma?.
Aqui contém um quiz exclusivo! Teste os seus conhecimentos
Como lidar com o luto.
Entenda como a morte pode nos ajudar a entender os ciclos da vida