Mundo
138 milhões de crianças no trabalho infantil
Meta de erradicação está longe de ser alcançada
Nesta quinta-feira (12) é celebrado o Dia Mundial de Combate ao Trabalho Infantil, data criada pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) em 2002. No entanto, ainda não há muito o que comemorar. Um relatório conjunto da OIT e do Fundo das Nações Unidas (Unicef) apontou que 138 milhões de crianças estavam em situação de trabalho infantil em 2025, 54 milhões em atividades consideradas perigosas. Em 2015, o mundo havia se comprometido a erradicar o trabalho infantil até esta data.
A pesquisa revelou ainda que, por mais que tenham havido avanços (desde o ano 2000, essas atividades caíram no mundo quase pela metade, de 246 milhões para 138 milhões), a melhora ainda é lenta e desigual. A África Subsaariana concentra o maior número de casos, com 87 milhões de crianças em trabalho infantil. Na Ásia, o índice passou de 49 milhões para 28 milhões.
No Brasil, o cenário também não é positivo. Em pesquisa realizada no ano passado por meio da plataforma Disque 100, foram registradas 4.286 denúncias de trabalho infantil, número 40,6% maior do que em 2023.
Dados divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) mostram que entre 2023 e abril de 2025, 6.372 crianças e jovens brasileiros foram afastados do trabalho. Entre as principais atividades onde foram encontrados menores estavam comércio, setor de alimentação, oficinas de manutenção e reparação de veículos automotores, agricultura e pecuária.
Ainda segundo a pesquisa do MTE, 3 em cada 4 afastados eram do sexo masculino e a maior parte das vítimas tinha entre 16 e 17 anos. Nessa faixa etária, o trabalho é permitido desde que não seja realizado em período noturno e em local perigoso. 12% dos afastados tinham até 13 anos, faixa na qual é proibido qualquer tipo de trabalho.
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