Escola
Metade dos alunos não sabe matemática básica
Estudo indica que brasileiros têm desempenho abaixo da média

Você tem dificuldade em resolver questões de matemática? Se sim, não está sozinho. Ao menos é o que indica o Estudo Internacional de Tendências em Matemática e Ciências (Timss, na sigla em inglês), do qual o Brasil participou pela primeira vez. O levantamento aponta que metade dos alunos brasileiros de 9 anos não sabe resolver tabuada ou contas como “100 + 210".
Interpretar gráficos simples ou somar e subtrair números de três algarismos são habilidades básicas de matemática que 51% das crianças do 4º ano do Ensino Fundamental não dominam. Segundo a pesquisa, a média do país foi de 400 pontos, à frente apenas de países como Marrocos, Kuwait e África do Sul. Na faixa dos 9 anos, demais nações participantes alcançaram uma média de 503 pontos.
Já entre os estudantes do 8º ano (com idade média de 13 anos), mais de 60% não conseguiram chegar nem ao patamar considerado mais baixo na escala geral, o que inclui não saber lidar com formas básicas, como círculo e quadrado, não entender proporções e interpretar gráficos. O resultado bate com o Pisa, prova internacional focada na faixa etária dos 15 anos, que também indicou baixo desempenho brasileiro no Ensino Fundamental II.
Em ciências, o desempenho foi um pouquinho melhor, mas ainda insatisfatório. Entre os alunos do 4º ano, 39% não dominam conhecimentos básicos sobre plantas, animais e meio ambiente. No 8º ano, 42% não sabem responder perguntas sobre células, tecidos e órgãos.
E por que será que isso acontece? Especialistas indicam que, entre as razões, está a baixa familiaridade com números e o interesse também baixo pela carreira de professor de matemática. Alunos considerados bons em cálculo costumam procurar carreiras mais promissoras economicamente, como economia, engenharia e ciências da computação.
Do ponto de vista histórico, de forma geral, afirmam os pesquisadores, a educação formal no Brasil também é recente. “Foi só na década de 1990 que a maioria chegou ao ensino fundamental II”, afirma Émerson de Pietri, professor da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (USP).
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